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Mioma Uterino



Antes de abordarmos o tema Mioma Uterino, é importante a compreensão da anatomia do útero.

- O útero é um órgão muscular, com forma de “pêra invertida”, situado entre a bexiga e o reto.
- Fora da gravidez, mede aproximadamente 7 - 8 cm de comprimento e cerca de 4 cm no seu maior diâmetro.
- As trompas (chamadas trompas de FALÓPIO) ligam-se ao útero, uma de cada lado, nas laterais superiores do útero.
- A porção do útero, acima da inserção das trompas, é chamada “FUNDO” uterino. Abaixo da inserção, temos o “CORPO” do útero. “O corpo se comunica com o “COLO” uterino que já fica na porção superior da vagina, e é comparável a ”ponta da pêra“".
- O útero não fica solto na cavidade abdominal. Ele é sustentado por ligamentos, que são feixes de músculos que saem do útero e se fixam no osso da bacia (chamado “ILÍACO”).
- A parede uterina é composta principalmente de fibras musculares entrelaçadas, que têm capacidade de se contraírem, sendo muito espessa na região da fundo. Esta porção muscular do útero é chamada “MIOMÉTRIO”.
- O útero é envolto por uma camada fina e brilhante, chamado “PERIMÉTRIO”.
- A cavidade do útero é pequena e está revestida por uma camada chamada “ENDOMÉTRIO“, que é a camada que se espessa e se desprende em cada ciclo menstrual. Ela tem a capacidade de se refazer entre cada ciclo menstrual, sob a ação dos hormônios produzidos pelos ovários. (estrogênio e progesterona).
- O útero é capaz de enorme expansão a fim de acomodar o feto. Durante a gravidez, ele aumenta o seu peso, de 30 a 40 gramas até 1 kg, e sua capacidade se multiplica mais de 4000 vezes.
- Os tumores uterinos causam problemas ginecológicos, tais como sangramento uterino anormal, (que pode levar a anemia crônica), dor pélvica, problemas urinários e até intestinais (geralmente por compressão).

MIOMA UTERINO

- O Mioma (ou fibroma, ou leiomioma) é o tumor benigno mais comum do aparelho genital feminino.
- A causa de sua formação é desconhecida.
- Sabe-se com certeza que os miomas uterinos crescem sob o estímulo dos hormônios femininos.
- O útero pode conter muitos miomas em vários estágios de desenvolvimento. Só algumas vezes eles são nódulos solitários. Seu volume também é variável e cresce muito sob a ação hormonal.
- Os miomas são classificados conforme sua localização em uma das 3 camadas do útero:

• quando se localizam no miométrio, são chamados “MIOMAS INTRAMURAIS“;
• quando estão na cavidade uterina são chamados de “SUBMUCOSOS“;
• quando estão no perimétrio (na superfície) são chamados “SUBSEROSOS“.

- Os sintomas dependem da sua localização, tamanho, quantidade.
- Os miomas submucosos e intramurais, costumam causar sangramento menstrual abundante, dores no baixo ventre, inchaço abdominal, dor menstrual intensa. Pela sua localização, eles impedem a contração normal do útero por ocasião da menstruação ocasionando dores, pressão abdominal e sangramentos severos, cuja conseqüência mais séria é a anemia.
- Às vezes, mesmo a reposição de ferro, por vai oral, é insuficiente para repor a perda sangüínea mensal, e com isto a anemia via se agravando a cada ciclo menstrual. - Os miomas subserosos raramente causam sintomas graves, a não ser que atinjam grandes proporções e comprima estruturas vizinhas, como intestino, bexiga.
- O tratamento do Mioma depende dos sintomas, do tamanho, da localização, da idade da paciente, do número de filhos que ela tem, do desejo de procriar novamente e de sua saúde geral.
- Se o Mioma é solitário, pequeno e não causa sintomas, só precisa de controle médico, principalmente quando a paciente ainda deseja procriar.
- É sabido que na menopausa os miomas regridem, e até há pouco tempo, se os sintomas fossem controláveis e não levassem a anemia e comprometimento do estado geral, a conduta era conservadora.

Nos últimos 5 anos, temos usado os implantes de progesterona, intradérmico (chamado IMPLANON) ou intra uterino (chamado MIRENA) para conter o crescimento dos miomas, e dar as mulheres a expectativas de poderem esperar mais tempo para engravidarem.

Estes implantes dificultam o crescimento dos miomas, por inibirem a produção do estrogênio, hormônio feminino responsável pelo seu aumento.

A conduta, frente aos miomas, deve ser individual, respeitando-se sempre a idade, a paridade, e o desejo de procriação das mulheres.







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