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Otoplastia


Correção de Orelha de Abano


O que é Correção de Orelha de Abano?
Orelha de abano é o termo leigo que define aquela orelha proeminente ou aberta, que salta aos olhos de quem observa de frente o indivíduo acometido, pois o contorno arredondado de sua cabeça é “quebrado” pela projeção das orelhas. Além disso, na orelha de abano, as delicadas “ondulações” normais de uma orelha podem estar apagadas, dando a impressão de uma orelha côncava, ou seja, na forma de uma colher. A otoplastia, também conhecida como correção de orelha de abano, é uma cirurgia que busca reajustar a orelha na sua posição e forma, deixando-a mais “colada” na cabeça e resgatando suas ondulações naturais. Ela pode ser realizada já a partir dos 6 anos de idade, para uma infância sem traumas e boa aceitação de sua aparência.

O que é Correção de Orelha de Abano?

O paciente terá todas as orientações por escrito sobre a cirurgia, devendo sempre estar atento ao seu estado geral e comunicar qualquer alteração, como uma gripe, dor de garganta, ardor ao urinar, etc. Nesse caso, o paciente será avaliado e a cirurgia poderá ser adiada para sua própria segurança. Deve-se vir acompanhado para a cirurgia, prestar atenção ao jejum (caso este seja solicitado) e evitar o uso de brincos, anéis, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc. O paciente será submetido uma série de exames pré-operatórios (laboratoriais, Rx de tórax e eletrocardiograma) e por avaliações clínicas a depender de cada caso. O uso de algumas medicações como ácido acetil salicílico, ginko biloba, bufedil, vitamina E, anticoagulantes e fórmulas para emagrecer deverão ser suspensas pelo menos 15 dias antes da cirurgia . Qualquer medicação usada deve ser informada ao médico, pois várias delas podem causar efeitos colaterais que obrigam à suspensão da cirurgia. Da mesma forma o tabagismo é altamente indesejável. Serão feitas fotografias pré-operatórias para posterior comparação.

Qual o tipo de anestesia?
Desde que o paciente seja avaliado corretamente, os procedimentos anestésicos atuais oferecem baixíssimos riscos de problemas. De acordo com as possibilidades clínicas, a idade e o desejo do paciente, preferimos usar anestesia geral ou anestesia local com sedação. A anestesia local com sedação tem a vantagem de possibilitar uma cirurgia sem dor, uma recuperação quase imediata e um retorno para casa em poucas horas. Já a anestesia geral está bem indicada em pacientes mais jovens ou agitados.

A cirurgia
A otoplastia usa de técnicas que objetivam a mesma coisa: refazer as ondulações naturais de uma orelha normal e deixá-la mais “colada” à cabeça. Para isso, realiza-se alguns pontos no esqueleto da orelha, composto de cartilagem, entortando-o e reposicionando-o em ângulos reconhecidos como corretos e esteticamente agradáveis. O procedimento leva cerca de 1 hora e meia e em geral não são deixados pontos externos na cicatriz, localizada na parte posterior (atrás) da orelha.

Cicatrizes
A cicatriz fica localizada na parte de trás da orelha, por onde é feita toda a cirurgia. Além do lugar discreto, ela apresenta excelente qualidade final, resultando numa cicatriz quase invisível mesmo para olhos atentos.

Dor
A otoplastia causa pouca dor e, quando existente, é perfeitamente controlada por analgésicos de farmácia, sobretudo nos primeiros 3-4 dias.

Recuperação
Usa-se um curativo de gazes nas primeiras 24hs atrás da orelha, preso apenas por uma faixa elástica de cabeça (tipo as de tenista, só que mais larga). Após a retirada do curativo, o uso contínuo da faixa elástica (dia e noite, retirando para o banho) é muito importante nos primeiros 30-40 dias, passando para um uso apenas noturno por mais 3 meses. O objetivo é a proteção das orelhas, sobretudo em crianças, que são muito ativas e tem contato com outras crianças que podem fazer brincadeiras inapropriadas e agressivas. Além disso, a compressão contínua da faixa sobre as orelhas contra a cabeça alivia a tensão sobre os pontos dados na cartilagem, permitindo uma cicatrização mais segura e livre de complicações. A higiene suave atrás das orelhas é necessária e muito importante para se evitar infecção na cicatriz. Não há necessidade de retirada de pontos, pois eles são absorvidos pelo organismo e em geral não é necessário mais nenhum tipo especial de trato na área da cicatriz. Medidas mais leves poderão eventualmente ser usadas, como cremes e protetores solares, até que a cicatriz fique mais madura (em geral até 4-6 meses). Após a cirurgia, o paciente deverá tomar o antibiótico indicado, em geral por 7 dias, além de um antiinflamatório por 3 dias e um analgésico apenas quando sentir dores. O primeiro retorno será após 4 dias da cirurgia e, depois, semanalmente para acompanhamento. Tomar sol pode marcar permanentemente a cicatriz recente (vermelha) e deverá ser evitado por completo no início, sendo liberado gradualmente e com proteção adequada de acordo com o clareamento (amadurecimento) da cicatriz. Ao longo do 1º mês, o paciente deve voltar a realizar as atividades cotidianas, como dirigir (ao redor do 5º dia), caminhar, etc. Exercícios gerais poderão ser liberados após 40 dias.

Resultado Final
As orelhas tomarão uma nova posição e formato imediatamente após a cirurgia, normalmente bem coladas à cabeça, mas este não é o resultado final. Ambas as orelhas estarão inchadas e, ao longo da recuperação elas irão desinchar, perder aquele aspecto túrgido (estufado) e irão afastar-se discretamente da cabeça para uma posição mais bonita e natural, chegando a sua forma definitiva entre 4-6 meses depois da cirurgia.

A cicatriz, inicialmente avermelhada, irá clarear e melhorar num tempo variado, chegando ao seu melhor aspecto em geral após 6 meses.






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